sábado, 8 de março de 2008

Rumo à existência!

Oi, povo invisível! Olha só, menos de um mês pra atualizar de novo! Considerando a minha nova e pretendida empreitada, acharei ótimo se conseguir manter esse ritmo (claro que não vou, mas a esperança é a última que morre).
Pois bem, de novo, eu não tenho muito o que dizer. De acordo com o que se conclui dos posts passados (ao menos espero que sim), mais precisamente do dia 14 de janeiro, minha vida está tomando exatamente os rumos que tracei para ela nos meses derradeiros de 2007. O que é muito bom. Tenho até me deparado com agradáveis surpresas nos últimos dias. O que é melhor ainda. O fato é que tenho tido menos motivos reais (reais??) para reclamar ultimamente, exceto talvez o excesso de compromissos com o qual não estava acostumada. Ou seja, mais estupendo impossível.
O problema é saber quanto tudo isso vai durar. Na verdade, não estou exatamente esperando tudo desabar como sempre acontece, afinal tudo que sobe desce. Estou mesmo é querendo saber quanto vai durar esse meu bom humor todo. O problema nunca foi a minha vida, como os leitores bem sabem, o problema sou eu. Chame de depressão, chame de manha, chame do que quiser mas chame de alguma coisa, o fato é que nunca estou satisfeita por muito tempo. E embora eu saiba muito bem que isso faz parte de minha condição humana, me arrisco a dizer que encaro minha época de vacas magras com um drama ligeiramente maior do que a maioria (nãaaaao?).
Pela primeira vez em pelo menos 7 anos de existência, a minha principal meta de ano-novo não foi a mesma de sempre, o que eu já considero um progresso, visto que a outra era patética. Minha meta desta vez ficou sendo terminar o primeiro ano de faculdade, pura e simplesmente. Das duas, de preferência. Sinto que tendo este objetivo em mente, ao menos não irei tropeçar na primeira adversidade (nossa, que literário isso).
Mas agora, comecei a imaginar que tenho outra (meta). Me livrar dos meus traumas, e dessa vez de verdade. Ao contrário do que possa parecer, não quero me livrar da distimia, essa incansável companheira da minha existência. Não espero conseguir isso sozinha, ao menos não agora, não ainda. O que eu quero deixar de lado são velhas convicções, que eu mesma já vejo há muito ultrapassadas e ainda assim entranhadas em meu ser. Quero ler muito esse ano, e aprender o máximo que puder, fazer um nó nos miolos e criar uma confusão com tanta informação acumulada mesmo. Desatrofiar meu pensamento. Fazer novas amizades, reatar as antigas e principalmente, confiar nelas. Tentar quebrar o muro que me separa do mundo há tantos anos, e enfim me aproximar das pessoas. Cansei de sempre procurar companhia e, ao mesmo tempo, me impôr a solidão.
Não vai ser fácil cumprir todas essas promessas. Velhos hábitos são difíceis de mudar. Por isso mesmo, tenho a convicção de que precisa ser agora, enquanto ainda sou jovem e tenho meus picos de vontade. Porque eu não quero ser uma velha solitária e triste. Mais precisamente, porque eu não quero envelhecer.
Chega dos mesmos pensamentos pessimistas. Chegou a hora de manter a chama viva e me empenhar por isso.
Como eu já disse, não sei quanto vai durar esse meu arroubo de fé na felicidade, mas esse texto é pra marcar o meu desejo, e pra não me deixar desistir da próxima vez em que vier despejar minhas mágoas de mim mesma por aqui. Até lá, fiquem olhando.
Au revoir.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Himenópteros do universo.

Oi pessoas inexistentes! Pensaram que eu tinha desistido de vocês, hein? Pois cá estou eu de novo, para mais um pouco de diarréia mental.

Sabe aquele dia em que você acorda com vontade de escrever mas não tem nada em mente digno de se pôr no papel (ou, neste caso, no computador)? Pois é, estou em um desses dias. Mas o meu título foi inspirado, não? xD
E foi mesmo, na famosa "trilogia de quatro livros", o
Guia do mochileiro das galáxias. Ultimamente, estou viciada e lendo-a sem parar. Note que o gênero de ficção científica nunca foi dos meus favoritos, o que me faz crer que seja um livro realmente muito bom para ter atraído desta forma a minha atenção. Ou seja, eu recomendo.

Na realidade, não há nenhuma frase parecida com o acima citado título em nenhum dos livros da ‘trilogia’ (ao menos que eu já tenha lido), mas a obra de Douglas Adams sempre me faz pensar na insignificância da raça humana em meio a um universo tão grandioso. Nós, sempre tão importantes, imponentes, poderosos e ao mesmo tempo tão fracos, tão frágeis, tão pusilânimes. Não passamos de formigas na imensidão da galáxia.

Aproveito para deixar claro aqui a minha opinião à respeito de óvnis e extraterrestres (só o nome que damos a tais seres já demonstra nosso ilimitado egocentrismo): acredito sim, que existam outros ‘inteligentes’ (esse é um ponto controverso, eu diria) além de nós, no nosso mundinho chamado Terra. Afinal, é difícil acreditar que teríamos um universo tão grande e fascinante apenas ao nosso bel-prazer. Porque a única conseqüência “relevante” do Big Bang seríamos nós?

Por outro lado também acredito que não teremos a oportunidade de conhecer tais seres, ao menos não em um futuro próximo. Particularmente, sempre achei que as leis da física não colaborariam, mas física nunca foi o meu forte, então não me arrisco a afirmar muita coisa. Basicamente, não acredito que verei homenzinhos verdes andando por aí ainda nesta vida.

Outro fato que me deixa curiosa é o porquê das pessoas insistirem tanto que, “se há seres em outros planetas, eles com certeza são mais avançados do que nós”. Nunca passou pela cabeça de ninguém que eles possam estar num estágio de evolução parecido com o nosso, ou até mesmo mais rudimentar? Sem falar que nada garante que se desenvolverão do mesmo modo, em sociedades parecidas, essas coisas. Só existem aqueles que podemos ver sobrevoando nossa atmosfera em naves super high-tech? Parece que niguém cogita a possibilidade de chegarmos a eles primeiro. Com o andamento atual da tecnologia, não duvido de mais nada.

Na verdade, parece uma questão meio religiosa. O importante é crer. Ao que tudo indica, nesse ponto, eu creio.

Au revoir.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Barreiras? Espero que não...

Olha, ainda não tem nenhum post pra 2008! Temos que corrigir isso um dia desses, mas não agora, por equanto, eu deixo uma pista:
E é isso aí. Bom 2008 prá vocês ;)
Au revoir.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Paixão antiga

Cá estou eu com mais um post quentinho saindo do forno. Hoje vou falar de mim. Não apenas das minhas teorias mirabolantes sobre a humanidade estudadas em lugar nenhum (e por isso, pouco dignas de crédito), mas da minha pessoa mesmo. Na verdade essa não era a minha idéia ao criar este blog, mas... quem liga? Afinal de contas, já saí tantas vezes da proposta original que sequer lembro qual era (ok, eu lembro)... E de qualquer maneira, ninguém lê isto aqui mesmo, e o melhor, porque EU quis assim! Isso não é fantástico? Eu devo ter mesmo algum tipo grave de esquizofrenia ou coisa assim... Mas não são as minhas pertubações psíquicas que vêm ao caso agora, ou talvez o assunto em questão tenha realmente tudo a ver com elas... VAMPIROS.
Antes que alguém venha me acusar de ser mais um desses jogadores nerds de rpg, eu explico: não, eu não sou um vampiro e, caramba, não quero me passar por um. Aliás, como tem gente que consegue? Quer dizer, algumas pessoas parecem acreditar MESMO que alguém bota fé neles.
Também quero esclarecer que NÃO JOGO rpg, embora meus
estudos tenham incluído uma vasta viagem pelo mundo de Vampiro - a Máscara quando comecei a me interessar pelo tema mais seriamente.
Não, o meu interesse é bem mais amplo. Já estudei vampiro de tudo quanto é forma, o que poderia ser apontado como uma clara tendência a juntar cultura inútil, mas essa é outra história. Vlad Tepes, Elizabeth Bathory, Bela Lugosi, Caim, Lestat, Lamias, Ekiminus, já ouvi falar de todos esses e muitos outros. Durante muito tempo, eu me reconheci no espelho c
omo aquela que era simplesmente fissurada pelas criaturas e pelas lendas, pelos filmes e pela literatura.
Tudo começou com um sonho pós-filme. É isso aí, eu era apenas uma criancinha de 8 anos que não conseguia dormir depois de um filme de terror. Pensando agora, acho que eu deveria ser capaz de me lembrar de que filme se tratava. O fato é que estava dormindo (ou tentando) com a porta do meu quarto entreaberta poucos centímetros e a luz do corredor acesa, quando vi (ou tive a impressão de ver, melhor dizendo) um vulto de capa passando pela porta. Desnecessário dizer que fiquei apavorada. Apesar do medo, me levantei e fui corajosamente procurar o tal vampiro. Obviamente não achei ninguém, e ao que parecia, todos da casa já dormiam. O engraçado é que, passado o medo, eu senti uma enorme fascinação por aquela figura que parecia saída do filme apenas para me
assustar no conforto do meu lar.
E então, voilà! A paixão havia nascido, e com ela o meu vício por filmes B. Mas eu não consegui me contentar apenas com filmes ou livros de ficção. Afinal, eles eram reais, não é? De onde surgem as lendas senão para explicar a verdade?
Na minha mente eles existiam. Silenciosamente, embaixo de cada sombra no parque. Afinal, porque não seriam reais? Não queriam mesmo que soubéssemos que estão entre nós, seriam como "os lobos se delatando diante das ovelhas". Então comecei a verdadeira pesquisa.
Aparições. Personalidades. Assassinatos suspeitos. E quanto mais eu pesquisava, mais me decepcionava. Era claro que não estavam lá. Não estavam em lugar nenhum.
Mas não foi o suficiente para me deter. Fui atrás das lendas, lugares, religiões. Mais precisamente ainda, fui atrás do porquê.
Porque teriam simplesmente inventado a minha obsessão? O que estavam querendo provar, o que necessitava de explicação? Acredite se quiser, cheguei a estudar tipos de solos e as condições climáticas e químicas para a total decomposição de um corpo humano.
Cheguei à conclusões, como sempre, enfadonhas e indignas de tanta riqueza. Corpos preservados. Seqüestros muito humanos. Mortes comuns, em condições incomuns.
Preferi ficar com o mito. Não importa como tenha nascido, nem como sobreviveu até hoje (você acha mesmo que Bram Stoker e Anne Rice são os principais culpados? Eu diria que está perdendo a melhor parte), vai ficar comigo até que eu morra. Gravado na minha alma (e, em breve, na minha pele também). Na lembrança do que construiu o que eu sou. Naquilo que não nos permite esquecer de onde viemos.
Au revoir.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Do que não há.

"Acordou lenta e lucidamente. Devagar, levantou-se e ajustou sua visão. O primeiro pensamento que formou-se em sua cabeça é de que não sabia onde estava. Como fora parar lá, e porquê?
Só sabia que aquele não era um lugar comum, nem parecido com qualquer que ele conhecia. Nem mesmo tinha certeza de que aquele era um LUGAR.
Olhou para as próprias mãos. Conseguia enxergá-las, assim como a seus pés e braços, mas não podia ver mais nada a um palmo de seu nariz, se é que havia algo a ser visto. Onde estava era claro, tão claro que poderia ofuscar a visão, se a razão dessa clareza fosse a luz. Mas ali não havia luz, assim como não havia sombras, nem de seu próprio corpo contra o chão. Se é que havia chão: não sabia dizer qual era a sensação sob seus pés, nem onde seria a divisão entre o solo e o ambiente. Ali, nada fazia sentido; ali, só existia o nada.
Correu o máximo que pôde, em busca de ajuda, em busca de respostas. Correu para o nada, correu em todas as direções. Apenas mais nada, mais desolação. Não podia nem mesmo sentir nada, seu corpo parecia oco e vazio. Não tinha fome, nem frio, nem sede, nem desejo algum. Desejo. Só o que sabia é que não queria ficar ali, enquanto era capaz de querer alguma coisa.
Aquilo era real? Existia mesmo um lugar perfeito, feito de nada?
Tentou falar. Sua voz saiu estranha, etérea, desconhecida. Mas não havia eco. O som se propagou perfeitamente. Mas o que iria dizer? Com quem iria conversar?
Que fizera para ficar sozinho? Será que estava mesmo vivo?
Vivo.
Enfim, compreendeu. Ali não era a terra, nem tampouco o céu, e ele não estava nem vivo nem morto. Tudo em que acreditara estava errado. Aquela não era a danação eterna de que ouvira falar, de demônios e seus caldeirões num mar de fogo. Mas a punição existia, com ou sem um juiz, com ou sem morte. Descobriu, enfim, que estava no Inferno."

Um conto tosco e sem noção, obviamente de minha autoria, ou os créditos estariam aí. Nem tente entender, apareceu na minha mente de repente. E ao contrário do que se possa deduzir sobre meu estado de espírito, hoje estou muito feliz. Este foi apenas um texto inútil para atualizar um blog inútil.
Au revoir.

domingo, 4 de novembro de 2007

Lanche da tarde.

Ser humano de caixinha -> Receita prática!
Sabor tradicional.

Ingredientes:

- 200g de massa cinzenda amassada ou picada
- 2Kg de futilidade
- 3 xícaras de vaidade
- 2 colheres (sopa) bem cheias de preconceito
- R$500,00 em roupas da moda, de preferência de marca
- 1 litro de hipocrisia
- Medo à gosto

Modo de preparo:

Misture a massa cinzenta, a futilidade, a vaidade, o preconceito e a hipocrisia até que adiquira um tom amarelado e uma consistência firme. Deixe descansar por meia hora. Depois, acrescente o medo em doses homeopáticas e espalhe a massa uniformemente em uma forma de plástico, e leve ao congelador por aproximadamente 18 anos. Ao retirar, vista com as roupas da moda, penteie os cabelos, et voilà!

Teor não é nada, imagem é tudo. ;)

PS: Para melhor apreciação, consumir com bebidas alcoólicas.

Bon appétit e au revoir.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Um conto mal-contado

“Uma garotinha está presa no alto de uma grande torre com belas roseiras brancas. Aos pés da torre, se encontra o povoado onde vivem preocupados os pais dessa menina. A garotinha não teve tempo de conhecer muitas pessoas antes de perder-se em sua prisão de pedra, mas sabe que algumas, especiais, aguardam seu retorno, anjos que guiam seus passos dentro do quarto escuro. Mas a porta da torre está trancada, e somente uma pessoa sabe onde está a chave. E essa pessoa é a pequena menina, que a escondeu com todo cuidado embaixo de seu travesseiro. Qual seria a razão, e que sentimentos levariam a menina a manter seu próprio cativeiro, quando ela sabe que toda uma vida de brincadeiras e emoções a espera fora da torre?”

A vida é para quem sabe vivê-la. Ou quer vivê-la. Eu acho.
Au revoir.